acromio ganchoso

NEURITE (NEUROPATIA) NERVO ULNAR

Dr. Joel Murachovsky   Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

contatos: 11- 37438251   ou     11- 32554395

COMPRESSÃO DO NERVO ULNAR (NEURITE DO NERVO ULNAR)

Causas, Sintomas e Tratamento

O nervo ulnar é um dor três mais importantes nervos do braço.Ele segue um trajeto próximo dos ossos do membro superior, na região da parte interna do braço. Ao nível do cotovelo ele passa por um “túnel” ósteo-fibroso, que chamamos de túnel cubital, o qual esta localizado na porção posterior e medial do cotovelo. Nesse local é possível sentir o nervo. Após passar o cotovelo, esse nervo segue por entre músculos, até atingir a mão.

O nervo ulnar é responsável pela sensibilidade do 5º dedo e da metade interna do 4º dedo, o anular. Além disso é o responsável pela inervação de alguns músculos importantes do antebraço e de músculos pequenos, mas importantes para o movimento da mão.

A compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo é a segunda mais comum compressão de nervo nos membros superiores. Existem causas que levam a compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo, tais como: sequela de fratura, esporões ósseos causados por tração muscular, cistos e luxação da cabeça medial do triceps. Contudo, na grande maioria das vezes, não sabemos determinar a causa exata dessa compressão. Sabemos, ainda, que muitos pacientes dormem com os cotovelos fletidos, aumentando a pressão sobre o nervo ulnar ao nível do cotovelo e, como isso é realizado de maneira repetitiva, pode levar a sintomatologia de compressão do nervo ulnar. Não é incomum pacientes reclamarem de acordar no meio da noite com os 4º  e 5º dedos com formigamento (o que chamamos de parestesia) ou podem ter dor nesse local.

Os pacientes podem reclamar de parestesia  noturna como dito anteriormente, ou em situações que exijam que permaneçam com o cotovelo fletido por um tempo. Podem apresentar diminuição da sensibilidade no território do 4º  e 5º  dedos da mão e eventualmente podem reclamar de perda de força para pegar ou segurar objetos ou para realizar  movimentos finos da mão, tais como tocar um instrumento musical como piano.

Para confirmação diagnóstica, além do exame físico sugestivo, o médico pode solicitar uma eletro-neuromiografia dos membros superiores que geralmente confirma o diagnóstico. Radiografias simples e uma ressonância magnética são importantes para se descartar causas que poderiam levar a compressão, como dito anteriormente.

O tratamento, de inicio é conservador, salvo casos de alteração acentuada da sensibilidade e, especialmente da atividade motora do nervo ulnar. O paciente deve evitar manter o cotovelo muito tempo fletido. Evitar apoiar o cotovelo com a parte interna do cotovelo, pois isso também comprime o nervo e provoca a sintomatologia. Mesmo durante a noite devemos evitar ambas as situações. Travesseiros, entre o braço e antebraço, ajudam ou enrolar uma toalha junto ao antebraço também. Caso o paciente não se adapte, confecção de uma órtese em 70º  de flexão pode ser recomendado, para que o paciente evite fletir o cotovelo a todo custo durante a noite.

O uso de anti-inflamatório está indicado em casos agudos. Exercícios de alongamento são recomendados, mas seus resultados são controversos.

O tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador por 6 a 12 semanas. Particularmente, eu prefiro a trasposição para anterior do nervo ulnar, pois acredito ser a técnica mais confiável e com menor chance de recidivas.

O pós-operatório dessa cirurgia é relativamente simples para o paciente com retorno as atividades da vida diária em 6 semanas, isso sem restrições. Os piores resultados ocorrem naqueles pacientes  que apresentam tal compressão por mais de 6 meses, portanto não deve demorar para procurar um ortopedista caso apresente uma compressão do nervo ulnar.

A Atividade Física no Verão

Texto de Dr. Joel Murachovsky    contatos: 11- 3255 4395     ou     11-37391334

ATIVIDADE FÍSICA NO VERÃO

Mais um ano se passou e para variar um pouco, comemos muito na semana entre o Natal e ano-novo. O pior de tudo é que deixamos de lado a atividade esportiva que, eventualmente, vinhamos fazendo. O reflexo disso é o ganho de alguns “kilos”.

A primeira pergunta que nos fazemos é: será que eu consigo perder esse ganho em uma semana de atividade intensa? Estamos no verão, ainda quero ir para praia, piscina e, quero estar em forma. Pior, existem aqueles que não vem fazendo atividade física de maneira regular e após essa época de fartura decidem que é a hora de iniciarem uma atividade física. Os motivos? São os mesmos apresentados acima.

A atividade física é muito importante para todos nós. Deve ser feita de maneira regular e sobre supervisão multidiciplinar, ou seja, ter acompanhamento de um médico, de um educador físico e, eventualmente, e se, possível, de um nutricionista.

Uma pausa durante uma semana como a semana entre o Natal e o Ano-Novo é saudável para o organismo daqueles que realizam atividade de maneira regular.

Então, qual é a recomendação de o que fazer com os exceços cometidos pela fartura dessa semana fatidica?

Primeiro, devemos lembrar que a alimentação é muito importante e que estamos no verão. A ingestão de líquidos é fundamental e, uma dieta equilibrada para seu o perfil esportivo pode ajudar muito,  inclusive na performance e disposição.

A retomada da atividade esportiva seguindo as devidas recomendações deve ser re-iniciada, mas excessos jamais, pois isso é a causa de lesões na maioria das vezes. Para aqueles que querem iniciar uma atividade esportiva o ideal é que se consultem primeiro com um cardiologista a fim de descartar qualquer alteração cardio-pulmonar. Realizado isso, deve-se decidir qual  atividade esportiva quer realizar e, decidido isso, uma consulta com um ortopedista é recomendada. Nessa consulta o ortopedista pode orientar como deve-se iniciar tal atividade esportiva, recomendaçoes quanto a calçados, locais mais apropriados para a pratica esportiva, manejo de materiais esportivos, etc. Após isso, um educador físico com experiência nessa atividade esportiva deve ser procurado para que ele acompanhe seu desenvolvimento e, também, um nutricionista o qual irá orientar uma dieta baseada na sua realidade, ajudando não somente na perda de peso, mas também na performance e evitando-se lesões.

Em resumo, não existe mágica, contudo um trabalho adaquado e bem supervisionado trará rapidamente os resultados desejados. Aproveitem o verão sem culpa e lembrem-se de que a atividade física regular é saudável e os excessos são passíveis de lesão.

Acromioplastia

Dr. Joel Murachovsky         Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo              contatos: 11-32570763 ou 37438251

ACROMIOPLASTIA

A acromiplastia é a ressecção óssea da porção inferior, anterior e também lateral do acromio (o teto da articulação do ombro- uma das proeminências da escapula). Esse procedimento poderia ser realizado por via aberta, contudo, hoje em dia, procura-se realizar tal cirurgia por via artroscópica, pela vantagem de ter uma menor chance de infecção e não ter a necessidade de soltar o músculo deltóide de sua inserção no acrômio. Na acromioplastia o especialista em ombro, tem como rotina,  inspesionar a articulação no ombro, e realiza a bursectomia quando no espaço subacromial. Somente após isso e com uma boa visão de todo acrômio é que se realiza a acromioplastia. Particularmente, eu gosto de demarcar o limite posterior e o limite lateral da minha ressecção e após isso finalizo a ressecção óssea, tendo a certeza da retificação do acrômio,ou seja, de ter retirado todo o esporão existente nesse osso.

A indicação dessa cirurgia não é muito frequente quando isolada, sendo muito mais comum quando se associa a reparação do manguito rotador. A acromioplastia isolada é indicada para os casos de Bursite e Tendinite  do Ombro, causadas pela síndrome do impacto entre o tubérculo maior do úmero e o acrômio, que não apresentam melhora após 6 meses de fisioterapia, tendo a certeza desse paciente não apresentar uma discenesia escápulo-torácica. Nesses casos, é comum que o espaço entre o acrômio e o tendão do manguito rotador estaja diminuído (espaço subacromial) e o acrômio,  geralmente, é grosso, ou tem um formato curvo ou apresenta um esporão na sua superfície inferior. Com a acromioplastia aumenta-se esse espaço, facilitando a excurção dos tendões do manguito rotador e diminuíndo as chances de haver impacção entre o úmero e o acrômio.

O exame de Raio X no período pré-operatório é importante para se determinar o formato do acrômio e também para se ter certeza da fusão de todo esse osso (descartar Os Acromiale) e, deve-se descartar uma lesão do Manguito Rotador por meio de Ultra-som do Ombro ou Ressonância Magnética.

No pós-operatório o paciente fica de tipóia para diminuir a dor, além de receber medicações analgésicas e, inicia a fisioterapia no primeiro dia após a cirugia

Desde que bem indicado esse procedimento apresenta uma alta taxa de sucesso.