cirurgia no ombro

Tendinite Calcárea do Ombro

Dr. Joel Murachovsky   Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo             Contatos: 11- 32570763  ou  11-37438251

TENDINITE CALCÁREA DO OMBRO Causas, Sintomas e Tratamento

A tendinite calcárea no ombro é caracterizada pelo depósito de sais de cálcio (hidroxiapatita) nos tendões do manguito rotador e pode ser uma causa de dor no ombro.

É mais comum acometer pacientes do sexo feminino  entre  30 e 50 anos de vida e, é mais comum ocorrer do lado direito. Entre 35 a 45% dos casos o paciente nada sente  e o tendão mais comumente acometido é o supra-espinal. Essas calcificações podem ser classificadas por seu tamanho e forma e por sua localização.

Existe uma predisposição pessoal para o desenvolvimento de depósitos de cálcio, mas para ocorrer tal formação, deve haver uma alteração vascular local, o que faz com que haja uma alteração química no interior do tendão e isso leva a deposição de cálcio.

A clínica varia conforme a fase em que se encontra o depósito de cálcio. Na fase aguda o paciente pode apresentar uma dor forte, de localização inespecífica e irradiação para a inserção do deltóide. Contudo ao palpar o ombro é possível localizar o ponto exato de dor do paciente e é possível observar uma limitação da mobilidade articular pela dor. Na fase crônica os sinais e sintomas são os da Síndrome de Impacto do Ombro.

O Diagnóstico se faz pelo exame de Raio X, mas a Ressonância Magnética é importante para se descartar uma eventual lesão do tendão, assim como saber, corretamente, a relação entre o depósito de cálcio e espessura do tendão.

O tratamento também depende da clínica do paciente. Se esse apresenta dor, analgésicos podem ser indicados, assim como crioterapia, repouso, e fisioterapia. Além disso, se estiver na fase de reabsorção do depósito (fase aguda), a aspiração desse depósito pode ser indicada e, geralmente, traz um grande alívio ao paciente. O tratamento cirúrgico pode ser indicado para os casos crônicos, em que os pacientes apresentam sintomas de síndrome de Impacto e que, eventualmente, não melhoram com o tratamento não cirúrgico (fisioterapia, mudanças na atividades da vida diária). No tratamento cirúrgico, o objetivo é retirar esse depósito de cálcio e, particularmente, eu gosto de realizar a acromioplastia junto com a retirada do depósito. Esse procedimento é feito por meio da artroscopia e, geralmente, os resultados são muito bons.

Síndrome do Impacto do Ombro

Dr. Joel Murachovsky Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo         contatos: 11-37438251 ou 32570763

Síndrome de Impacto do Ombro Causas, Sintomas e Tratamento

A Síndrome do impacto é a causa mais comum de dor no ombro. Se caracteriza por pelo impacto entre o túberculo maior do úmero com o acrômio. Isso faz com que a bursa e os músculos do manguito rotador que passam por esse espaço (espaço subacromial) sejam espremidas no contato dessas duas estruturas ósseas. Esse impacto pode ocorrer por diversas causas, entre elas: micro instabilidade do ombrodiscenesia escapulo-torácica, esporão do acrômio e, sequela de fratura do túberculo maior. Isso leva a uma inflamação da bursa do ombro (Bursite do Ombro), assim como dostendões do manguito rotador (tendinite do ombro). Contudo, com a degeneração desses tendões pode ocorrer a lesão dos tendões do manguito rotador.

LESÃO SLAP

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LESÃO SLAP Causas, Sintomas e Tratamento

A lesão Slap foi descrita em 1985 por um médico americano chamado Dr. James Andrews, mas foi difundida por outro médico americano Dr. Stephen J. Snyder, em 1990, quando explica que embora essa lesão fosse infrequente, ela era incapacitante para certas atividades e, propôs a primeira classificação para essa doença do Ombro. Do ponto de vista prático a lesão Slap é um destacamento da porção superior do labro, justamente aonde um dos tendões do Bíceps está conectado e, em qualquer situação na qual esse tendão é tracionado ele, consequentemente  traciona o labro superior e como há uma lesão nesse local, há a dor no ombro. Portanto, a lesão Slap é uma das causas de dor no ombro e é mais comum de ocorrer em pessoas que realizam atividades esportivas. Na literatura as causas mais comuns de causarem essa lesão são : queda, trauma direto sobre o ombro, deslocar o ombro, pegar objetos pesados e movimentos repetidos de saque ou arremesso. Além disso, é muito comum ocorrer outros problemas no ombro juntamente com a lesão Slap, sendo as mais comuns: a lesão do Manguito Rotador e a instabilidade do ombro. O paciente com a lesão Slap dificilmente reclama de dor em repouso. Geralmente, o paciente realiza atividade esportiva e reclama de dor a certos movimentos, sendo o mais comum a posição de arremesso, ou ao levantar peso com os braços mais abertos, ao sacar uma bola no Voley, Tenis ou Squash. Nadadores reclamam de dor em dois momentos, ao retirar o braço da água para execução do impulso e no momento do impulso do braço dentro da água. Por outro lado tem pacientes que reclamam de dor mesmo ao esticar o braço, como por exemplo, quando está manipulando o “mouse” de seu computador.

Ao examinar o paciente, existem testes clínicos específicos que nos ajudam a acreditar que o paciente tenha uma lesão Slap e a Ressonância Magnética pode ajudar a confirmar o diagnóstico.

O tratamento da lesão Slap depende de diversos fatores: idade do paciente, atividades do paciente, nível esportivo que eventualmente esse paciente participe e expectativas do paciente. Contudo, é importante lembrar que sempre há espaço para a tentativa do tratamento não cirúrgico e, na eventualidade de seu insucesso indica-se o tratamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico é realizado por meio da artroscopia do ombro e grosseiramente, o que fazemos é prender o tecido do labro superior junto ao osso da glenóide.

O pós-operatório é muito longo e deve ser respeitado pelo paciente para o sucesso do tratamento. A fisioterapia é muito importante e o retorno progressivo ao esporte deve ser acompanhado pelo médico.

Lesão HAGL

Dr. Joel  Murachovsky       Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

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LESÃO  HAGL Causas, Sintomas e Tratamento

O complexo Labro-ligamentar  Gleno-Umeral Inferior confere a estabilidade anterior primária do ombro quando o membro superior está em 90º de abdução e rotação externa.

A lesão HAGL  se caracteriza pelo rompimento desse complexo ligamentar  junto do colo do úmero . Contudo, seu diagnóstico não é fácil e, mesmo durante a cirurgia, seja por artroscopia, seja pela técnica aberta pode passar despercebida por médicos menos experientes.

Dependendo de onde ocorreu a lesão, o paciente pode se  queixar de sentir o ombro querer deslocar para anterior ou posterior e/ou dor no ombro.

A ressônancia magnética é capaz de evidenciar a lesão HAGL, mas o colega precisa ter experiência para interpretar esse exame. Em 20% dos casos pode ocorrer o arrancamento de um pequeno pedaço de osso junto com o ligamento. Embora raro, pode ocorrer uma lesão do labro junto com a lesão HAGL. Na grande maioria das vezes a lesão HAGL ocorre em pacientes do sexo masculino. E, na maioria dos casos pode ocorrer uma lesão associada, sendo a mais comum uma lesão do manguito rotador e, o subescapular está envolvido em 94% das vezes.

Um trauma forçando o membro superior em abdução e rotação externa ou um trauma em adução podem causar tal lesão.

O tratamento depende da idade do paciente, atividades do paciente, queixas do paciente  e de suas expectativas.  Para pacientes com pouca sintomatologia e queixas e, sem atividades braçais, o tratamento conservador pode ser uma opção.

O objetivo do tratamento cirúrgico é prender novamente esses ligamentos rompidos junto ao colo do úmero e por vezes não é possível sua realização por meio da cirurgia artroscopica, sendo necessário um reparo aberto.

Lesão do Manguito Rotador

Dr. Joel Murachovsky Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo               Contatos: 11-37438251 ou 11-32570763

Lesão do Manguito Rotador Causas, Sintomas e Tratamento

Os músculos que recobrem o úmero, assim chamados  manguito rotador , são quatro: supra-espinhal, infra-espinhal, redondo menor e subescapular. Os mais comumente lesados são: o supra e infra-espinhal. Estes músculos, juntamente com o músculo redondo menor, se inserem na tuberosidade maior do úmero, como um tendão, que tem, em média, 14 mm de espessura.  E o subescapular se insere no tuberculo menor e também pode romper.

Estes músculos são importantes para certos movimentos do ombro. Sua lesão leva a dor  no ombro e diminuição de força para elevar e rodar externamente o braço, além de causar dor a certos movimentos tais como:  abdução (movimentos de abrir o braço) e colocar o braço para trás como, por exemplo, para pegar um objeto no banco de trás do carro.

Uma lesão pode ser parcial ou completa e os sintomas, de uma maneira geral, serão relacionados ao tipo de lesão que o paciente apresenta.

As lesões parciais são mais, comumente, relacionadas ao esporte e trauma; ocorrem também em pacientes mais jovens, mas isto não significa que um paciente jovem não possa ter uma lesão completa destes músculos, ou que, um paciente mais velho não possa ter uma lesão parcial.

As lesões completas estão mais relacionadas a um processo degenerativo, uma evolução não satisfatória de uma síndrome de impacto do ombro e/ou trauma.

As lesões parciais são subdivididas pela profundidade que a lesão apresenta, comparada ao tendão normal e, grosseiramente, podemos dividi-las em lesões: menores ou maiores que 50% do total da espessura do tendão. Obviamente, como ortopedistas, procuramos analisar estas lesões um pouco mais detalhadamente, a fim de indicar o melhor tratamento para o paciente.

O paciente com lesão completa do manguito rotador como dito anteriormente, se queixa de dor no ombro acometido, podendo ainda se queixar de uma dor irradiada para o braço e não  incomum, a piora noturna. De uma maneira geral, há uma diminuição de força e piora da sintomatologia a certos movimentos, especialmente abrir o braço lateralmente.

No exame físico existem testes específicos que nos levam a suspeitar de uma lesão de manguito rotador. Radiografias são importantes para analisarmos a parte óssea e a ressonância magnética além de confirmar a lesão, mostra a sua extensão e qualidade do músculo lesado.

O tratamento depende do tipo de lesão que o paciente apresenta, da qualidade do músculo lesado, idade do paciente e suas expectativas.

De uma maneira geral, quando nos deparamos com uma lesão importante do manguito, o tratamento é cirúrgico e nós realizamos a reparação da lesão por artroscopia; cirúrgia realizada por pequenos pertuitos na pele de cerca de 1,5 cm onde é introduzida uma micro camera e pequenos instrumentos de sutura.  A artroscopia, sem sombra de dúvida, é a melhor indicação para reparar a lesão. Além disso, permite uma avaliação detalhada da articulação do ombro e tratar possíveis problemas  que lá possam existir.

Capsulite Adesiva (Ombro Congelado)

Texto de Dr. Joel Murachovsky Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo   Contatos: 11-37438251 ou 11-32570763

Capsulite Adesiva (Ombro Congelado) Causas, Sintomas e Tratamento

A capsulite adesiva é caracterizada por uma restrição dolorosa e progressiva dos movimentos ativos e passivos do ombro.

Acomete mais o lado não dominante, aquele que usamos menos, e em  pacientes do sexo feminino, na sua maioria entre a 5ª ou 6ª década de vida. Em 20 a 30% dos casos, incide em ambos os  ombros.

Existe um aumento na prevalência da capsulite adesiva  em pacientes que têm Diabetes Mellitus, doenças da tireóide, Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, doenças auto-imune e trauma, quando comparados à população geral, que é de aproximadamente 2%.

O início da dor é insidioso e faz com que o paciente limite gradativamente os movimentos do ombro acometido. O paciente percebe que não consegue realizar atividades da vida diária, que requerem elevação do membro acima da altura do ombro ou sua rotação. A dor, normalmente, piora aos extremos dos movimentos e à noite, mas tende a diminuir progressivamente com o passar do tempo, porém a limitação dos movimentos permanece.

Hoje existem evidências de que a capsulite seja uma evolução de uma sinovite (inflamação da membrana sinovial, dentro das articulações) e posterior reação de fibrose dacapsula articular.

Podemos classificar a capsulite adesiva, quanto a sua etiologia e gravidade.

A capsulite primária ou idiopática é aquela que não tem uma etiologia identificada. A secundária é subdividida em: problemas intrínsecos do ombro, extrínsecos e sistêmicos. A gravidade foi dividida em: leve, moderada ou grave, dependendo do grau de limitação do movimento, observado no exame físico.

A capsulite idiopática ou primária,  pode ser dividida em fases: dolorosa ou congelamento, rigidez e resolução. São diferenciadas pela história, tempo de evolução da doença e exame físico, inclusive com o paciente anestesiado. Por meio da da artroscopia, procedimento cirúrgico realizado através de mini cameras  que são introduzidas dentro da cavidade articular e vistas através de um monitor,  também é possível perceber diferenças significativas em cada uma das fases.

O diagnóstico é feito pela história que o  paciente conta ao médico e através do  exame físico que realizamos durante a consulta ; mas os exames de imagem são importantes para se descartar possíveis diagnósticos diferenciais. A radiografia simples mostra uma osteopenia (perda de massa óssea)  localizada no ombro acometido e a ressonância magnética, que deve ser realizada com contraste articular mostra a perda do recesso axilar e do recesso posterior, regiões anatomicas presentes no exame normal.

O tratamento da capsulite adesiva visa diminuir a dor e tentar quebrar o ciclo da doença através do uso de analgésicos, anti-inflamatórios e medicações que visam aumentar o limiar da dor do paciente, associados à fisioterapia que deve ser iniciada somente quando a dor no ombro diminuí. Quando não é possível o ganho de movimento, existem técnicas, tais como: manipulação sob narcose, distensão hídrica, e liberação artroscópica, que através de lesões na cápsula articular e ligamentos, levam ao ganho de movimento.
Outro método de tratamento descrito é o bloqueio do nervo supra-escapular. Este visa não somente tratar a conseqüência da capsulite (limitação da ADM), mas também a dor no ombro. Parte importante da inervação articular simpática  e sensitiva é dada pelo nervo supra-escapular e a técnica consiste em infiltrar anestésico na região supra escapular, trajeto do nervo . Podem ser necessários várias infiltrações,  podendo chegar  até 15 bloqueios.

Bursite do Ombro

Texto de Dr. Joel Murachovsky Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo  Contatos: 11-37438251  ou 11-32570763

Bursite do Ombro Causas, Sintomas e Tratamento

Podemos dizer que o ombro pode ser dividido em dois espaços pelos músculos que envolvem o ombro: aarticulação gleno-umeral e o espaço subacromial.
Os músculos que envolvem a cabeça do umero, levam o nome de  manguito rotador e este  é o teto daarticulação  gleno-umeral enquanto que, no espaço subacromial, é o assoalho.   O espaço subacromial é bem estreito, e nele estão contidos a bursa e os músculos do manguito rotador.
Por diversos motivos, pode ocorrer um estreitamento, ainda maior, do espaço subacromial e isso leva a inflamação desta bolsa, o que chamamos de bursite do ombro e, isso causa dor no ombro. Na verdade, este estreitamento, faz com que,  a porção mais lateral da cabeça do úmero, a qual chamamos de tuberosidade maior, impacte contra  o acrômio, causando micro traumas nos tecidos contidos neste espaço subacromial, a bursa e  os músculos.

Portanto, não é apenas a bursa que inflama, mas também, os músculos, ocorrendo a formação de uma bursite e uma tendinite. O nome verdadeiro desta entidade é síndrome do impacto do ombro.

O paciente com síndrome do impacto do ombro se queixa de dor no ombro, de início insidioso e com piora progressiva. Refere geralmente, que a dor piora ao elevar o braço acometido e a noite ao se deitar. Com a evolução, alguns pacientes reclamam de dor mesmo em repouso.

Sempre que nos deparamos com um paciente com um quadro clínico, sugestivo de síndrome do impacto do ombro, devemos descartar a existência de lesão dos músculos do manguito rotador.

Radiografias são importantes para avaliarmos as estruturas ósseas que formam a articulação do ombro e a ressonância magnética do ombro serve para avaliarmos o grau de comprometimento dos músculos.

O tratamento do paciente com diagnóstico de síndrome do impacto do ombro é clínico. Prescrevemos medicações analgésicas, orientamos crioterapia e fisioterapia e posteriormente, reabilitação para a vida diária.

A maioria dos pacientes obtém melhora, seguindo o tratamento corretamente.

Os pacientes que não melhoram após seis meses de tratamento, tem indicação  para o tratamento cirúrgico. Nesta fase, buscamos tratar a causa da inflamação e na maioria das vezes, a causa para a diminuição do espaço subacromial é a presença de um “esporão” na porção inferior e anterior do acrômio.

A cirurgia, anteriormente realizada pelo método aberto, com um corte extenso, hoje é realizada pelo método da artroscopia;  com  apenas 3 pequenas incisões na pele  de aproximadamente 1,5cm ,; introduzimos uma micro camera  e com instrumental delicado, tais como  micro motores acoplados aos instrumentos , ressecamos este esporão e “limpamos” toda a inflamação. (Acromioplastia artroscopica)

O paciente  permanecer alguns dias imobilizado e progressivamente vai retomando todas as suas atividades da vida diária.

A permanencia da bursite e tendinite ocasionados pela sindrome de impacto, se não tratados, podem ao longo dos anos acabar em rotura dos tendões do manguito rotador.

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